Inicio das aulas escalonadas (híbridas) – aula de arte

A ideia era ter mantido esse blog durante ano passado e esse ano, mas 2020 resolveu não ser fácil e 2021 parece estar tocando a mesma música. Sem pedido de desculpas, afinal, não existem culpados, retomo compartilhando como está sendo esse retorno às aulas de arte em 2021 para uma professora de arte no inicio de sua carreira.

  • PROTOCOLOS
  • É essencial para sua segurança que você já adicione ao seu planejamento momentos para higienizar o espaço e você mesmo. Leia os protocolos de segurança da sua escola e siga-os, é o mínimo que podemos fazer para garantir o mínimo de segurança. Com os protocolos e as configurações que tenho que fazer em cada sala (acessar Google Meet etc) eu invisto em torno de 10min por aula em minha segurança e configurações, parece muito tempo, mas a diferença de seguir tudo a risca tem suas vantagens:
  • 1. O aluno observa sua precaução e reproduz;
  • 2. Professor ansioso é aluno ansioso, já coloque no planejamento o tempo que gasta com isso para não ter pressa, faça com calma que os alunos manterão a calma;
  • 3. Você fica organizado e não perde a cabeça, não esquece informações importantes e consegue lembrar passo a passo do que precisa fazer.

SALAS E O ATELIÊ:

Segundo os protocolos da escola em que atuo não devemos usar espaços fechados, então no Fundamental 1 eu ainda não posso usar a sala de arte/ateliê, inclusive ele foi transformado ontem em uma sala de aula convencional. Meu coração se partiu, devo confessar, mas é compreensível. A escola está formando uma nova turma e eles precisavam de um lugar para ficar.

Estou dando minhas aulas de arte na sala das polivalentes, uso uma caixa, coloco meus materiais e vou de sala em sala.

O ideal, ao meu ver, seria eu ter um carrinho, no exterior chamam-se “cart” e existem diversos grupos de professores de arte compartilhando como é dar aula de “art on a cart“. Mas infelizmente a escola não disponibilizou um carrinho, talvez na esperança de voltarmos ao normal logo.

Ensino “híbrido”
É importante destacar que o termo “ensino híbrido” não é o correto. A Escola Nova explica corretamente sobre na matéria “Não tem como implementar ensino híbrido em aula remota” e confesso que esse uso inadequado do termo me incomoda um pouco, afinal, quando dizemos que estamos implementando o ensino híbrido nos referimos as metodologias ativas e não simplesmente para o ato de ligar uma câmera e um microfone para um grupo enquanto tem outro na sala.
Onde estou foi instalado um notebook e webcam em cada sala, além de termos álcool em gel e um pano para higienizar os materiais para a troca de sala. De início foi um caos, nem o pessoal do presencial e nem o pessoal do remoto me entenderam, eu não me entendi e retomei na semana seguinte os conteúdos, essa segunda semana foi melhor e vou compartilhar em outro post sobre as mudanças que estou fazendo para ter um melhor resultado em outra postagem.
Nesta série de vídeos da CIEB – Centro de Inovação para Educação Brasileira é possível conhecermos melhor sobre as possibilidades das metodologias ativas:

ATENÇÃO PARA QUEM ESTÁ NO REMOTO E QUEM ESTÁ NO PRESENCIAL
Algo que estou tentando fazer é dividir minha atenção. Combino com o pessoal do remoto que quando eu estiver com o microfone desligado eu dou atenção para quem está no presencial, eles podem clicar nos botões de “levantar a mão” e quando eu retornar para o computador, chamo um por um na ordem que aparece no programa, assim não é injusto com ninguém. Tenho começado pelo grupo que levantar a mão primeiro, e aviso: “pessoal, os alunos do presencial levantaram a mão primeiro, depois que atende-los, atenderei vocês”. É importante deixar a informação clara e objetiva, assim eles não ficam perdidos e sabem o que está acontecendo.

SLIDES, PROJETOR E APRESENTAÇÕES DE MÍDIA
Não sei como está na sua escola, como você é cobrado etc, mas por aqui, eu, estou tentando mesclar as explicações com slide, vídeo e imagens com os diálogos sem esses recursos digitais. Está sendo trabalhoso? Sim! Pois preparo materiais para a aula além dos slides, mas acho necessário tirar as crianças da tela, pelo menos quem está no presencial.
Os slides foram menos detalhistas do que quando estávamos no remoto. Utilizei vídeos iniciais para introduzir o tema da aula e os procedimentos também em vídeos curtos, assim tanto quem estava em casa quanto quem estava presencial conseguia ver em detalhes o que precisava ser feito (isso foi nas aulas de uma atividade específica, tiveram outras turmas que eles retomaram o que havíamos começado na aula anterior).

PROCEDIMENTOS
As explicações e diálogos, fiz questão de desligar o projetor e apresentação em uma tentativa de “humanizar”. Elaborei cartazes e objetos físicos para explicar algo (Ex: fiz uma varinha mágica para contar uma história e introduzir as cores primárias e secundárias), durante a explicação convidei os alunos a fazerem movimentos para associarem o que eu dizia, bem contadora de histórias meeeesmo rsrs foi bem bacana.
Durante o momento de criação, deixei uma música de fundo e comentei que quando a música parasse, significava que era a hora de “Clean Up”, limpar e organizar, que era quando eu iniciava a despedida dos alunos remotos e a higienização e organização do meu material também. As vezes funcionava, as vezes não.

Por enquanto, essas são algumas dicas que formulei baseadas na minha experiência de duas semanas dando aula de arte no ensino escalonado. Conforme as coisas forem se ajustando, compartilho mais. Não deixem de comentar sobre suas experiências também, seria uma troca muito rica.

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